sábado, 29 de dezembro de 2012

'Fringe' e 'X-Files': Uma comparação! - por Marcos Doniseti!

'Fringe' e 'X-Files': Uma comparação! - por Marcos Doniseti!


'Fringe' e 'X-Files' tratam de temas comuns, mas apontam soluções diferentes para os mesmos. 

Já li vários textos e comentários no qual se procura estabelecer uma comparação entre duas excelentes séries de ficção-científica: 'X-Files' e 'Fringe'. 

Muitos fãs, tanto eXcers, como os fringemaníacos (e que, muitas vezes, são os mesmos, já que há muitas pessoas que gostam das duas séries, como é o meu caso, aliás) ficam debatendo sobre qual delas teria sido a melhor ou de que maneira a mais antiga delas, 'X-Files', teria influenciado a mais nova, 'Fringe'. 


Neste texto, não irei fazer nenhuma destas coisas. Deixarei para os leitores desde humilde blog a missão de escolher qual delas é a melhor ou aquela que mais lhe agrada. Eu gosto das duas. 


Assisti a todos os episódios e de todas as temporadas de 'X-Files' e de 'Fringe'. Então, entendo que posso tentar fazer uma comparação entre elas, mas procurando estabelecer as principais diferenças existentes entre elas. 


Quando 'Fringe' estava para estrear, li algumas notícias que falavam que JJ Abrams havia copiado ou, pelo menos, buscado se inspirar em 'X-Files'.


E a própria 'Fringe' já tratou de homenagear 'X-Files' e em várias oportunidades. Exemplo disso se deu no primeiro episódio da segunda temporada (A New Day in the Old Town), no qual um senador, Kenneth Taylor, fala que a 'Fringe Division' já existia há muito tempo e que uma das denominações empregadas para identificá-la, no passado, tinha sido a letra 'X'. Inclusive, o ator que interpretou o senador Taylor também trabalhou em 'X-Files' e fazia o papel de um Diretor do FBI que perseguia Mulder, tentando desacreditar o trabalho deste. 

Porém, depois de cinco temporadas de 'Fringe', penso que já é mais do que possível perceber as diferenças existentes entre as duas séries. 


A principal diferença se dá, a meu ver, no conceito central das duas séries. 


Ambos os seriados demonstram e transmitem um certo sentimento de mal-estar com relação ao cada vez mais rápido processo de desenvolvimento científico e tecnológico da humanidade. As duas séries passam a ideia de que isso está provocando mudanças profundas na vida humana e na natureza e que grande parte destas transformações são muito prejudiciais.


Em 'X-Files', por exemplo, vemos inúmeras pessoas que apelam para o fanatismo religioso e buscam curas milagrosas para a solução dos seus problemas, que surgem como resultado do seu desajuste a uma sociedade em rápida transformação (episódio 'O Homem dos Milagres'), enquanto algumas aberrações da natureza aparecem como sendo resultado desta rápida transformação científica e tecnológica (episódio 'O Hospedeiro', da 2a. temporada), vemos a Natureza sendo devastada, provocando consequências nefastas para os seres humanos (episódio 'Quanto Cai a Noite', da 1a. temporada) e culturas tradicionais são desestruturadas e destruidas com o avanço da chamada "Civilização" (episódio 'A Besta Humana', da 1a. temporada). 


Em todos estes episódios, essencialmente, vemos que a vida moderna acaba cobrando um alto preço dos seres humanos e da natureza. 


E como o criador de 'X-Files', Chris Carter, acredita ser possível superar tais problemas que surgem da dificuldade do ser humano e da natureza em se 'adaptar' ao surgimento do mundo moderno? Apelando para o mundo do sobrenatural, do paranormal, do espiritual. 


'X-Files', essencialmente, trata da busca do ser humano (representado por Fox Mulder) por tentar restabelecer uma união entre o mundo material e o mundo espiritual, unidade esta que teria existido há milhares de anos, nas antigas Civilizações (Egito, Grécia, Suméria, etc). 



'Fringe' e 'X-Files' possuem alguns pontos em comum, mas apresentam soluções diferentes para os grandes problemas que a Humanidade enfrenta e que surgem em função do rápido avanço científico e tecnológico.

Em um excelente episódio da 5a. temporada de 'X-Files' ('A Paciente X') temos uma narração que abre o mesmo e que é feita pelo próprio Mulder. 

Resumidamente, Mulder diz que, na Antiguidade, na época dos gregos, egípcios, sumérios, os Deuses viviam entre nós e não havia uma separação entre os mundos material e espiritual. 


Estes dois mundos estavam unidos. 

Porém, com o desenvolvimento científico e tecnológico, tivemos o nascimento do mundo Moderno, que promoveu uma radical ruptura entre os dois mundos, separando-os totalmente. O mundo material foi para 'um lado' e o mundo espiritual foi para o 'outro lado', deixando de existir qualquer conexão entre eles. 

E daí aparece Mulder, que 'quer acreditar' na possibilidade de se restaurar a união entre os dois mundos, o material e o espiritual. E ele também afirma que está pronto para acreditar nisso, bastando 'um sinal, uma revelação' que comprove que essa sua crença não é a de um louco. 


E depois disso Mulder lança a pergunta: Quando tudo isso acontecer, com qual dos 'olhos' enxergaremos melhor: o dos antigos ou com os da ciência moderna? Ele não dá a resposta, deixando para que cada pessoa encontre a sua própria solução para o problema, o que sempre foi uma das principais marcas de "X-Files". 


Já em 'Fringe', também vemos a presença desse mesmo sentimento de mal-estar com relação ao acelerado processo de avanço científico e tecnológico (e que também existe em 'X-Files'). Mas, as questões que são tratadas e a solução apresentada para resolver tal dilema são bem diferentes daquelas que vemos na série criada por Chris Carter. 


Em 'Fringe', a ciência e a tecnologia também são vistas como forças com grande potencial de destruição. 


Entre outros fatos que foram mostrados na série e que demonstram isso, tivemos a criação de animais híbridos e mortais (episódio 'Unleashed') a devastação da natureza (os Observers, seres humanos do futuro - e que são cientistas - devastaram inteiramente com a Terra no século XXVII, extinguindo com as plantas e os animais, poluindo totalmente a água e o ar, o que os levou a invadir e a conquistar a Terra no começo do século XXI, destruindo com a Humanidade), a aniquilação dos próprios Universos existentes (que era um dos planos do 'velho Walter'), a fabricação de armas biológicas que são usadas de forma aleatória, contra pessoas inocentes (episódio 'Ability'), a transformação de seres humanos em cobaias para criar uma Humanidade mais evoluída (caso dos testes feitos por Walter e Bell com as crianças cortexiphadas e da manipulação genética realizada pelo Dr. Owen Frank). 


Inclusive, as crianças cortexiphadas iriam ser, como vimos, usadas como futuros soldados numa guerra que seria travada contra o Universo alternativo. 


'Fringe' e 'X-Files': Duas séries que fizeram história na TV mundial tratando de temas relacionados ao tipo de sociedade e de mundo que estamos construindo. 

Nota-se que, em todos estes casos, o conhecimento científico e tecnológico não é empregado de forma positiva, para contribuir com a construção de um mundo melhor para todos, tornando a Humanidade mais feliz, muito pelo contrário. 

E vários dos principais cientistas que aparecem no seriado são megalomaníacos, arrogantes, prepotentes, egoístas, para os quais não existe qualquer limite para os que eles podem fazer. Walter, Bell, Nicholas Boone, Owen Frank são exemplos desse modelo de comportamento. 


E no caso de Walter vemos que ele mesmo pediu para que Bell retirasse alguns pedaços do seu cérebro pois não gostava da pessoa na qual ele estava se transformando. Suas ambições desmedidas chegam a resultar na destruição da sua família. 


Vimos que, Peter, por exemplo, somente via o pai nos finais de semana. A solidão e o abandono a que ele e a mãe foram relegados por Walter criaram um forte ressentimento em Peter, tanto que ele jamais o visitou quando o mesmo ficou internado no St.Claire's por longos dezessete anos. 


E quando se trata de enfrentar as restrições legais e morais, as mesmas demonstram não serem suficientes como forma de limitar este processo de acelerada transformação científica e tecnológica que a Humanidade vivencia na atualidade. 


A Massive Dynamic, a Intrepus e as grandes corporações dedicadas ao avanço científico e tecnológico que vemos na série viviam desrespeitando as leis, fazendo pesquisas secretas e ilegais, usando drogas não permitidas (caso do cortexiphan). 


Para tais corporações, palavras como ética, moral, religião, valores (a não ser se forem monetários), não significam absolutamente nada. No fim das contas, elas faziam o que bem entendiam e não davam satisfação para ninguém. 


Em várias oportunidades vimos, por exemplo, Sanford Harris falar para Broyles e Olívia que eles deveriam ficar bem longe de William Bell e de sua empresa, pois a Massive Dynamic era a maior fornecedora de armamentos para o governo dos EUA. 


Enfim, 'Fringe' também adota uma visão muito crítica em relação à Ciência moderna, tal como a série de Chris Carter. 


Mas, diferente de 'X-Files', a série criada por JJ Abrams não aponta a integração do mundo material com o mundo espiritual  como uma possível solução para estes problemas. 


Em 'Fringe', são os sentimentos e as emoções humanas (o amor, a paixão, etc) que são vistas como elementos positivos e que podem estabelecer restrições ao desenvolvimento científico e tecnológico (e que é visto como altamente destrutivo) da Humanidade. 



'Fringe' e 'X-Files' são duas das melhores séries da história da TV mundial.

Quanto Peter estava se transformando num Observer, Olívia disse para ele que as emoções não eram uma fraqueza, mas um ponto forte dos seres humanos. E é isso que leva Peter a interromper a sua transformação em Observador, o que faria com que ele acabasse por suprimir as suas emoções. 

Afinal, como disse a Nina para Windmark, os Observers deste grupo tornaram-se  incapazes de amar, de sonhar e de contemplar a beleza justamente porque eliminaram as emoções e os sentimentos com o objetivo de desenvolver e de ampliar o seu potencial cerebral. E ao fazer isso eles passaram por um processo de involução e não de evolução. 


Logo, o avanço científico e tecnológico e o desaparecimento das emoções fez os seres humanos regredirem, tanto que Nina chega a comparar os Observadores com os lagartos, com quem Windmark e o seu grupo tem muito mais afinidade.


E Walter pediu para Bell retirar pedaços do seu cérebro pelo fato de que não estava gostando da pessoa na qual ele estava se transformando (ou seja, arrogante, egoísta, prepotente, megalomaníaco,). 


O 'velho Walter' chegava ao ponto de dizer, para Carla Warren (sua assistente, que era formada em Física Teórica, mas que acreditava em Deus e frequentava a Igreja), que não havia lugar para dois Deuses em seu laboratório.


Nesta última temporada, inclusive, vimos todo o sofrimento que Walter passou quando Carla e Michael o fizeram se lembrar do tipo de pessoa que ele havia sido antes da cirurgia em seu cérebro e que ele chegou a pedir para que Nina voltasse a operar o seu cérebro depois que os Observadores fossem derrotados. 


Logo, em 'Fringe', a solução que a série aponta para resolver os gigantescos problemas criados pela ilimitado desenvolvimento da Ciência e da Tecnologia é diferente daquela que vimos em 'X-Files'. 


Portanto, considero um grave equívoco quando algumas pessoas dizem que 'Fringe' é uma mera cópia de 'X-Files'. Não é. Nunca foi. 


As duas séries até chegam a tratar de alguns temas e problemas que são próximos, como vimos aqui, mas as soluções apresentadas para resolvê-los são distintos, como procurei demonstrar.


Independente disso, sou fã de ambas as séries e estarei sempre revendo os episódios das duas, pois não é a toda hora que surgem programas de TV que trabalham conceitos e idéias que estão diretamente relacionados aos grandes dilemas enfrentados pela Humanidade e que fazem isso de forma tão instigante e inteligente. 


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

'Fringe' - Melhores frases e diálogos da série (Parte 4)! - por Marcos Doniseti!

'Fringe' - Melhores frases e diálogos da série (Parte 4)! - por Marcos Doniseti!


Os protagonistas da 5a. e última temporada de 'Fringe'.

Episódio 1X16 - Unleashed!


1) Walter – O que quer que tenha feito isso tinha garras enormes. Como as de um urso ou um felino grande. Os dedos são separados, em forma de V, muito largo para essas criaturas. A configuração é mais parecida com uma águia, mas muito maior, claro.
Peter – Hey, estamos procurando pelo Garibaldo.

2) Astrid – Então, essa coisa tinha garras de leão e dentes de víbora?
Walter – Faz-me lembrar de uma mulher que conheci em Cleveland. O nome dela era Harriet qualquer coisa.
Olívia – Como estão?
Peter – Bem, parece que está olhando para uma cobra-leão chamada Harriet.

3) Olívia – Walter, tem ideia de que tipo de animal de laboratório poderia fazer isto?
Walter – A julgar pelos ferimentos, eu diria dois ou três animais diferentes.
Peter – Certo. Um grupo de animais de laboratório decidiram vingar-se da humanidade.

4) Walter – Uma pequena alegria. Pelo menos a criatura não copula da forma tradicional.
Peter – Obrigado, Walter. Muito tato.

5) Walter – Se minha teoria estiver certa e os traços de morcego forem predominantes na criatura, então, sim, acho que posso atraí-la com sucesso. A questão mais intrigante é se sobreviveremos ao encontro.

6) Peter (para Olívia, dentro do esgoto): Não diga que nunca a levo para lugar algum.

7) Peter – Walter, não é culpa sua. Você não fez isto.
Walter – Não, mas poderia ter sido eu. Segui a mesma ciência...

8) Walter – Você tinha razão. Sobre o que disse mais cedo sobre consequências. Não penso nelas. Nunca pensei. Não sei se posso. Não sou assim.
Peter – Eu sei. Mas foi muito corajoso hoje.


Episódio 1X17 - Bad Dreams!


1) Walter – Achei que podia ter se teleportado a Nova York, dormindo, e a ter matado. Não seria magnífico?

2) Walter – Astro...
Astrid – Astrid.
Walter – ...projeção.

3) Olívia – Vi a filha dela olhando para mim. Vi o rosto dela antes de ver no noticiário. Como isso é possível?
Walter – Ópio?
Olívia – Não foi.

4) Walter – Por que eu sinto que não me encaixo em lugar nenhum?
Astrid – Isso é do Jackson 5, certo?
Walter – Com certeza.

5) Walter – Que palavra curiosa. Não tem nada a ver com subaquático?
Astrid – Não. UNSUB quer dizer sujeito não identificado.
Walter – Na verdade, seria mais lógico se significasse acima da água.

6) Broyles – Agentes. O que exatamente está acontecendo aqui?
Olívia – Senhor...
Walter – Um UNSUB talvez esteja matando pessoas com a mente e Olívia assiste a tudo em seus sonhos.

7) Peter – Até este ano eu nunca tinha estado em um sanatório.
Olívia – Aprenda a gostar de coisas novas.

8) Peter – Deve ser horrível não poder confiar em sua própria mente.

9) Walter - A percepção é a chave para a transformação.

10) Peter – A realidade é subjetiva e maleável.

11) Walter – O que você sente determina a sua visão de mundo.

12) Walter – O que foi escrito vai se realizar (do manifesto do ZFT).

13) Peter – Porque tenho a impressão de que você não está nos dizendo tudo?
Walter – Porque eu não sei tudo.

14) Nick Lane – Às vezes, aquilo que despertamos não pode mais ser adormecido.



Episódio 1X18 - Midnight!


1) Walter – Sabe o que isso me lembra, Peter?
Peter – Não, mas vou chutar algo incrivelmente nojento.

2\ Peter – Você está bem?
Olívia – O que?
Peter – Você estava muito quieta no carro e nem parece a tagarela de sempre em uma cena sangrenta de crime.
Olívia – Desculpe. Eu... Problemas em casa.
Peter – Entendo bem disso. Moro com o cara que está examinando um corpo dilacerado.
Walter – Isto é fascinante.

3) Peter – Está sugerindo que alguém mastigou a espinha dele?
Walter – Sim. Com uma mandíbula com força muito maior que a de um ser humano normal.
Peter – Ótimo. Talvez estejamos procurando o Drácula.
Walter – Aaaahaaa... Finalmente, está abrindo a sua mente paras novas possibilidades. Mas não existem vampiros, infelizmente. Mas deve ser algo interessante, tenho certeza.

4) Astrid – O assassino tirou o liquido da medula? Porque faria isso?
Walter – Onde estaria a graça se já soubéssemos tudo?

5) Peter – Como o assassino foi exposto a um tipo de sifilis que já foi erradicado?
Walter – Viu, não é divertido?

6) Peter – Acha que é uma boa ideia dar livre acesso ao inacreditável empório de Walter? (pergunta feita para Olívia sobre o fato do Dr. Nicholas Boone ter ido trabalhar junto com Walter)... E só para constar, um cientista louco é o limite.

7) Peter – Boas notícias. Descobriram algo. Eles vão combater a supersífilis com superpenicilina...
Walter – Fiz o mesmo contra a superpneumonia.

8) Peter – Se um carro foi encontrado saqueado na área de Boston, eu garanto que Mako tem algo a ver com isso.
Olívia – Você tem um amigo que saqueia?
Peter – Tenho.Você faz isso parecer tão ilegal.

9) Walter – É uma honra ter uma inteligência como a sua em meu laboratório.
Nicholas – É um grande elogio. Porque sei muito bem quem você é.
Walter – Bem, pelo menos um de nós sabe. Uma pequena perda de memória pode fazer bem à alma.
Nicholas – É uma figura de linguagem ou acredita mesmo nisso? Na alma?
Walter – Há dias em que gostaria de acreditar. Em outros, prefiro não acreditar.
Nicholas – Sempre acordo à noite, com medo, com a certeza de que há coisas que o homem não deveria saber. Que as transgressões científicas que cometi...
Walter – Serão julgadas um dia. Belly e eu sempre discutíamos sobre isso... Se realmente a alma existe, devemos considerar que ainda há tempo para a salvação. Ainda não estamos sendo arrastados para o julgamento, Nicholas.

10) Olívia e Peter vão até o local onde Mako informou que roubou o carro de Bob e encontram outra vítima de Valerie.

11) Olívia – Pensei que você fosse um cínico de carteirinha.
Peter – Eu sou. Internacional. Mas tenho o argumento de que por trás de todo cínico está um romântico frustrado.



Episódio 1X19 - The Road Not Taken!


1) Walter – Eu estava tentando esconder coisas porque tinha medo que alguém descobriria todos os meus segredos. Não pensei que esse alguém pudesse ser eu.

2) Charlie – Liv, acha que tinha algo de errado com ela?
Olivia – O que quer dizer?
Chalie – Você sabe. Uma mulher bonita, no auge da vida, nenhuma evidência de namorados, nem de amigos, para falar a verdade. Não me parece normal.
Olívia – Acho que depende da sua definição do que é normal.


3) Walter – Tem certeza de que não tomou LSD? Mescalina? Cogumelos psicodélicos?
Olívia – Eu não estava viajando, Walter.


4) Olívia – Sinto como se estivesse enlouquecendo.
Walter – Acho que não. Se estivesse enlouquecendo, não saberia que está acontecendo. Acredite em mim.

5) Peter – Tem algo mais forte para o meu café?
Olívia – Sim, na gaveta de baixo. No armário atrás de você.
Peter – E eu estava brincando.]

6) Peter – É sempre um prazer vê-lo, Senhor (para Sanford Harris).


Episódio 1X20 - There's More Than One Of Everything!


September – Eu já falei demais. Eu não posso me envolver. 

Obs: September ajuda Walter a se lembrar onde este guardou um aparelho (um plug) que consegue impedir que se atravesse para outro Universo. Assim, September queria impedir que David R. Jones fizesse essa travessia, pois isso iria acentuar o desequilíbrio entre os dois Universos, o qual ele desejava restaurar.


Episódio 2X02 - Night of the Desirable Objects!


1) Walter – Por mais que eu tente, não consigo fazer a rã desaparecer.
Astrid – Estamos fazendo isto há mais de cinco horas.
Walter – Ciência é paciência.
Astrid – Também é pegajosa.

2) Walter – Somos vítimas da nossa cadeia genética. Você não teve sorte com a sua (fala para o Xerife, que é inteiramente careca).
Peter – Sinto muito, peço desculpas pelo meu pai.

3)Walter – É de arrepiar os cabelos da nuca (sobre as evidências do caso e a careca do Xerife).

4) Peter – Como está indo, Walter?
Walter – Planejo urinar em 23 minutos.
Peter – Bom saber.
Walter – Digo isso porque vou precisar que abra o zíper para mim. Não sinto a minha mão. Parece que esta substância da Pensilvânia é paralisante.

5) Walter – Todos somos mutantes. O extraordinário é que a maioria de nós parece ser normal.

6) Peter – Era a Olívia. A agente Jessup disse a ela que Hughes pode ter matado a esposa e o filho há 17 anos.
Walter – Uh, finalmente, uma boa notícia. Deduzo que podemos desenterrá-los. Não tive nenhum corpo para examinar. Sete pessoas desaparecidas, nenhum corpo.
Astrid – Tudo bem, vou pedir uma ordem de exumação.


2X03 - Fracture!



1) Sam Weiss – Não pense nas suas mãos. Não pense nos cadarços. Seus sapatos vão ficar amarrados.
Olívia – É, de forma mágica.
Sam Weiss – Não, mas isso seria maneiro.

2) Walter – Peter, você se lembra do quebra-cabeça que nós montamos juntos quando você era garoto?
Peter – Quebra-cabeça? Não.
Walter – Que eu lembre, ela se chamava Melissa... Eu sei lá. 500 peças.
Peter – Sim. Eu me lembro. Melissa era uma playmate. Srta. Julho, não é? Montar um quebra-cabeça de uma mulher nua era a ideia do Walter de explicar... O que era? Reprodução humana ao filho dele de 10 anos.


2X05 - Dream Logic!

Astrid – Walter, o que houve com o agente Kashner?
Walter – Eu o droguei.


2X06 - Earthling!

Walter – Ah, você adorava isso quando era garoto. Você cutucava o touro com seu dedinho quando esfriava. E desenhava a genitália nos enfeites de renas.
Peter – Boas lembranças, Walter. Mas ela quer saber se você tem alguma ideia sobre o que aconteceu com o Sr. Pó.


2X07 - Of Human Action!


1) Walter – Que tédio. Não há cadáveres na cena do crime. Nem comida.

2) Walter – Ele (Obs.: um urso de brinquedo) gera ruído branco, que simula o som de se estar no útero. Justo o que precisamos para bloquear o controle mental.
Peter – Um ursinho contra espiões de controle mental. Os bandidos não tem a menor chance.

3) Walter – Isso é empolgante. Você acha que o FBI vai me dar uma arma?

4) Peter (para Tyler): Você acha mesmo que é o primeiro garoto cujo pai não o achava bom e inteligente o bastante? Pegue uma senha.


2X08 - August!

Peter – Seja o que for que os Observadores façam para não envelhecer, deviam comercializar. Eles ganhariam uma fortuna. 


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

'Fringe' - As Mitologias da série! - por Marcos Doniseti!

'Fringe' - As Mitologias da série! - por Marcos Doniseti!



Cenas do episódio 'The Road Not Taken', que foi um dos melhores da primeira temporada de 'Fringe'. 

Em "Fringe" tivemos, basicamente, três Mitologias distintas, que são:


1) A Mitologia das três primeiras temporadas que, essencialmente, está relacionada à guerra entre os dois Universos (Azul e Vermelho). 

Esta Mitologia foi encerrada no último episódio do terceiro ano. 

E a guerra entre os Universos acabou quando Peter criou a ponte que obrigou a que os dois Universos trabalhassem juntos para consertar os seus problemas;

2) A Mitologia da 4a. temporada, na qual vemos que  Bell e Jones levaram adiante um plano para destruir com os dois Universos (que são os mesmos que vimos nas três primeiras temporadas) e criar um novo Universo. 

Tal Mitologia terminou no último episódio do quarto ano, com os planos de Bell e Jones sendo inviabilizados, primeiro quando os dois Universos foram separados e, depois, quando Walter atirou em Olívia;

3) A Mitologia da 5a. temporada, que começou no episódio 'Letters of Transit' (4X19), e que trata da conquista da Terra pelos Observadores do grupo de Windmark no ano de 2015 e da luta da Humanidade para derrotá-los e recuperar o controle sobre o planeta.

Portanto, discordo inteiramente quando vejo alguns fãs do seriados afirmarem que as histórias de 'Fringe' ficaram 'sem nexo' e que os produtores se perderam no meio do caminho. 

Isso não aconteceu. 

Basta assistir a todos os episódios, de todas as temporadas, para se perceber que existe, sim, uma lógica coerente e uma trama bem definida em todas as Mitologias e em todas temporadas de 'Fringe'.

Portanto, penso que 'Fringe' está encerrando a sua história em grande estilo, sem dúvida alguma. 

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

'Fringe' - Melhores frases e diálogos (Parte 3)! - por Marcos Doniseti!


'Fringe' - Melhores frases e diálogos (Parte 3)! - por Marcos Doniseti!


Episódio 'Ability' (1X14)

Walter e a sua vaca de estimação, Gene, que se tornou muito popular entre os fãs de  'Fringe'.

1) Olívia – Lembra-se daquele prisioneiro, Jones, que eu fui ver em...
Peter – Na Alemanha, certo?
Olívia – Ele fugiu.
Peter – Que bom para ele. Como?
Olívia – Ninguém sabe. Não faz sentido... As autoridades alemães vieram me ver ontem à noite.
Peter – Como é que quando não faz sentido, eles vem a nós?

2) Olívia – Então está dizendo que Jones, em teoria, poderia ter evaporado da prisão.
Walter – Sim.

3) Walter – Duas ideias vem à mente. A primeira, que este mal pode ter sido causado por uma mutação, mudando esses lipídios para reconhecerem e selarem todos e quaisquer orifícios. Verificaram o ânus e o pênis?
Peter – Acham que podem descobrir a resposta comigo fora da sala?
Olívia – Qual era a outra ideia?
Walter – Como?
Olívia – Disse que duas ideias vinham à mente.
Walter – Ah, sim. A outra é... bolo de café. Pequenos cubos de açúcar e canela.
Peter – Mais uma vez, meu pai.

4) Astrid – Ele é contagioso?
Walter – Se fosse contagioso, teríamos vários outros corpos sem orifícios agora.

5) Peter – Manuscrito anônimo, sem editora.
Markham – 'Destruição pelo Avanço da Tecnologia.'. Parece sensual e muito desafiador.
Olívia – Peter diz que você é bom.
Markham – Bem, ele diz que você é só uma amiga, então...

6) Olívia – Presamos localizar todas as vans brancas alugadas nas últimas 48 horas. Enquanto isso, preciso de duas horas sozinha.
Sanford Harris – Porque? Aonde vai?
Olívia – Fazer uma massagem. Aviso quando voltar.

7) Olívia – Como Walter está indo com o antídoto?
Peter – Está trabalhando nisso. Ele disse, e eu repito: 'Estará pronto quando estiver pronto, e nem um momento antes'.
Olívia – Ótimo.

8) Peter – Você viu o manuscrito que eu estava lendo?
Walter – É fascinante, não é? Eu só estava lendo enquanto estava na privada.
Peter – Por favor, sem mais informações. Pode devolver?

9) Peter – O objetivo do teste é apagar as luzes para que, no fim, nenhuma esteja iluminada.
Olívia – Como?
Peter – Usando seus poderes mágicos, eu acho.

10) Peter – Astrid, prepare o ECG.
Walter – É esse o paciente?
Peter – Walter, afaste a vaca, pode ser?
Paramédico – Que lugar é esse?
Peter – É um circo dos horrores. Obrigado pela sua ajuda.

11) Jones – Ela conseguiu, não foi?
Astrid – Parece que conseguiu.
Jones – Minha garota...


Episódio 'Inner Child' (1X15)!

Olívia conseguiu conquistar a simpatia e a confiança do pequeno Observer.

1) Broyles – Dr. Bishop, alguma ideia?
Walter – Talvez. Primeiro, eu preciso de um equipamento especial. A minha vitrola.
Broyles – É algum equipamento de laboratório?
Walter – Não, não, não. Uma vitrola. Para tocar discos. Você gosta de música, não gosta, Sr. Broyles? Bem, imagine a agonia de ter uma imensa coleção de álbuns e não ter como ouví-la.
Peter – A agonia.
Broyles – Providenciarei imediatamente.

2) Peter – Ele está doente? (Obs.: refere-se ao Observer-Child).
Dra. Winick – A princípio, parece que não, mas ele tem dificuldades respiratórias. Precisamos administrar oxigênio.
Water – Não, não. Eu não faria isso. Você disse que o túnel estava lacrado, certo?Essa criança ficou presa em um ambiente com pouco oxigênio por tanto tempo que o corpo dele se adaptou à isso. Por isso ele está tendo dificuldades de respirar.
Dra. Winick – Eu acho que não.
Walter – A não ser que você tenha um QI mais alto do que o meu, não estou interessado.

3) Walter – Fizeram exames de urina? (sobre o Observer-Child);
Dra. Winick – Não pudemos. A alimentação ainda é intravenosa. Ele não urinou desde que chegou.
Walter – Eu não o culpo por não querer experimentar isso. Parece pior do que a gororoba que serviam no St. Claire.
Dra. Winick – Você trabalhou no St. Claire?
Walter – Não, não, não. Eu não era médico. Eu era paciente.
Peter – hahaha... Ele tem um senso de humor e tanto, não é?

4) Walter – Isso eu não posso explicar. Mas tenho boas notícias, Sr. Broyles... Eu encontrei a minha vitrola. Então não preciso mais que compre uma para mim. Estava debaixo da pia do banheiro. Então, obviamente, eu estava sentado no vaso...
Peter – Walter, já temos informações suficientes.

5) Olívia – Alguma coisa até agora?
Charlie – Eu cheguei à cinco segundos.

6) Walter- Nós, humanos, também temos isso, é claro. Feromônios. Agentes químicos indetectáveis, mas que afetam nosso comportamento, nosso impulso sexual, nosso medo...
Peter – Por falar em impulso sexual...
Walter – Peter, não seja tão puritano. Certamente a agente Dunham sabe como é um pênis. Não sabe, agente Dunham?
Peter – Esse é meu pai, senhoras e senhores.

7) Olívia – Mas como ele saberia de coisas que não sei? Saber sobre o assassino de vítimas que ele nunca conheceu?
Walter – Minha querida, muitas coisas são inexplicáveis até serem explicadas.
Peter – Resumindo, ele não faz ideia.

8) Walter – Ahhhh, Encontrei. Estimulador neural. Há algo que isso não possa fazer?

9) Walter – Pense nisso como criar cordas vocais artificiais.
Peter – Simples. Como fazer uma omelete.
Walter – Na verdade, filho, uma bom omelete é bem mais complexo.

10) Walter – Não se pode montar quebra-cabeças fálicos no laboratório. Não.

11) Peter – Mais más notícias?
Olívia – Recebemos o relatório do legista. Esperávamos que sangue encontrado sob as unhas da segunda vítima fosse indicar o assassino.
Peter – Mas não indicou?
Olívia – A não ser que Gene seja a assassina. Era sangue bovino.
Gene – Uuuummmhhhh....

12) Walter - Sem a besta monta-se jerico. Com alfa, beta, teta e gama eu fico. Sem a besta monta-se jerico. Sinal, ampliação, bifurcação, modulação, justaposição.
Olívia – Tudo bem aí, garoto?
Garoto - …
Walter - … impulsos motores -linguísticos em idioma.
Olívia – É, eu também.

13) Broyles – Começo a suspeitar de que há muito sobre ele (Obs: Child Observer) que não entendemos e, aparentemente, nunca entenderemos. (Obs: Essa frase cai como uma luva sobre os Observadores).




segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

'Fringe' -Um possível final para a série! - por Marcos Doniseti!

'Fringe' - Um possível final para a série! - por Marcos Doniseti!


Equipe de 'Fringe' na festa de comemoração do centésimo episódio da série. 

Entendo que a realidade atual, que vemos em 'Fringe', não é a 'certa', pelo menos não é a realidade em que a Humanidade deveria se desenvolver livremente, sem barreira ou limitação de qualquer espécie. 

E afirmo isso por vários motivos, que irei explicar neste texto. 

A razão principal disso é que os dois Universos (o Azul e o Vermelho) continuam em desequilíbrio, estando sujeitos a passar por um processo de degeneração e que poderá levar ambos ao colapso. 

E como vimos no final da 4a. temporada, o Universo Vermelho teve a sua recuperação interrompida, e isso pode gerar uma nova degradação de sua condição. E como também já vimos na série, o destino dos dois Universos está interligado. O que acontecer com um, irá ocorrer com o outro. 

Penso que o plano original de September, mostrado nas três primeiras temporadas, era o de restabelecer e manter o equilíbrio entre os dois Universos. E foi por isso ele gostou quando (no final da terceira temporada) Peter criou aquela ponte que unia os dois Universos, pois obrigava ambos a trabalhar juntos para resolver os seus problemas. Daí, vimos que o Universo Vermelho começou a se recuperar. Então, aquele caminho, para September, era o ideal. 

Mas os planos de Bell (que eram, originalmente, de Walter) de destruir com os dois Universos e de criar um novo, obrigou a que a ponte que os conectava fosse fechada, voltando à situação anterior na qual a degradação dos Universos terá continuidade. 

E com a invasão e conquista da Terra do século XXI pelos Observers liderados por Windmark, tal intenção ficou inteiramente em segundo plano, pois agora a prioridade é derrotar os conquistadores e recuperar o controle do planeta para a Humanidade. 

Somente depois disso é que será possível retomar o plano original de September para novamente unir e reequilibrar os dois Universos, ao qual penso, ele dará continuidade, através de Michael.

September sabia que, em algum momento, Walter acabaria abrindo aquele portal entre os Universos e o atravessaria, iniciando um processo de degeneração de ambos. Mas havia uma solução para essa situação, sendo apenas necessário que algo ou alguém restabelecesse o equilíbrio. 

Peter-alt e Olívia, por serem de Universos distintos, é que estavam destinados a se unir e a restabelecer tal equilíbrio, gerando uma descendência humana capaz de viver nos dois Universos e de se expandir pelo Multiverso. 

Desta maneira, o amor de Peter e Olívia consertaria o estrago provocado pelo desenvolvimento científico e tecnológico ilimitado, sem restrições éticas ou morais ou qualquer tipo de consideração por sentimentos humanos, do qual o 'velho Walter' era o representante máximo. 

Tanto isso é verdade que, em 'The Black Blotter', a Carla Warren disse ao Walter que ele, como um grande cientista que era, poderia até ser admirado e reverenciado pelos Observers, pois o 'velho Walter' tinha o mesmo tipo de atitude que Windmark, deixando os sentimentos de lado em benefício de um avanço científico ilimitado e sem sofrer quaisquer restrições. 

Tempos atrás escrevi um texto no qual afirmei que os Observadores seriam os grandes vilões de 'Fringe'. Nesta semana também publiquei outro texto no qual digo que Walter é, corretamente, apontado como o principal responsável por grande parte das catástrofes que atingiram a Humanidade. O episódio 'The Black Blotter' tratou justamente disso e nele vimos que Walter reconhece, claramente, a sua culpa. 

Isso ajuda muito a explicar a sua obsessão em derrotar os Observers, pois deve vê-los como consequência natural do tipo de cientista que ele é, bem como um resultado até lógico e natural do tipo de ciência e de tecnologia que ele ajudou a criar e a desenvolver. Por isso, e mais do que tudo, Walter deseja corrigir os erros que cometeu. 

No entanto, hoje, é possível perceber que, na verdade, a Ciência sem limites é que ocupa esse papel de 'grande vilã' no seriado.


"Fringe" se aproxima da sua reta final e os membros sobreviventes da 'Fringe Division' lutam para derrotar os Observers e recuperar o controle do planeta.

Walter é o principal representante dessa ideia no seriado, embora não seja o único.

William Bell, o Dr. Owen Frank, o Dr. Nicholas Boone, Malcolm Truss, os Observers liderados por Windmark, entre outros cientistas que vimos na série, todos eles pensavam (ou pensaram, em algum momento de suas vidas) que não deveria existir nenhum tipo de limite ou de restrição ao desenvolvimento da Ciência. Em nome disso, valia tudo. 

Assim, todas as catástrofes que vemos na série foram provocadas pelo desenvolvimento científico e tecnológico ilimitado da Humanidade: as guerras entre os Universos, o terrorismo biológico, a devastação do planeta, o extermínio da Humanidade por Observadores vindos do futuro (e que são cientistas desprovidos de sentimentos ou de emoções). 

Para os produtores de 'Fringe', os sentimentos e as emoções é que são a nossa força e não a nossa fraqueza. Foi exatamente isso que Olívia disse para Peter quando este se encontrava próximo de se transformar, de forma irreversível, em um Observador. São os sentimentos e as emoções que podem nos salvar de nós mesmos. 

Por isso é que o Peter-alt era tão importante. E Olívia também.

Como assim?

Peter e Olívia deveriam ter sido o Adão e a Eva que iriam gerar uma nova Humanidade capaz de viver e de se expandir pelo Multiverso. Seria uma Humanidade livre que, com certeza, cometeria erros, mas cujos sentimentos e emoções acabariam por ajudar a encontrar soluções para os mesmos. 

Assim, a Humanidade continuaria o seu processo de evolução e de desenvolvimento, mas combinando conhecimento científico com emoções e sentimentos.  

Mas isso não aconteceu e o tipo de Humanidade que triunfou no futuro da Terra foi a dos Observers liderados por Windmark, que suprimiram as emoções e os sentimentos, transformando-se em algo como 'lagartos evoluídos' que são incapazes 'de amar, de sonhar e de contemplar a beleza', como disse a Nina, embora eles tenham origem humana. 

Portanto, em função da guerra entre os Universos, dos planos amalucados do 'velho Walter' de se criar um novo Universo (aos quais Bell deu sequência, pois os roubou quando Walter estava no St.Claire's, e que foi a trama da 4a. temporada do seriado), da devastação da Terra pelos Observers no século 27 e da conquista e destruição da Humanidade por Windmark e seu grupo no começo do século XXI, esse futuro da Humanidade foi para o beleléu. 

Assim, o futuro da Humanidade, que deveria ser glorioso, acabou sendo trágico, acumulando uma sucessão de catástrofes. 

Logo, entendo que (nesta reta final do seriado), novamente, o plano de September é o de restabelecer o equilíbrio original entre os Universos. Mas, para se atingir este objetivo, antes é necessário derrotar Windmark e seu grupo. 

No livro 'O Fim da Eternidade', do Asimov, vemos que a existência da Eternidade limita e impede a evolução e o livre desenvolvimento dos seres humanos, que são tratados pelos Eternos como se fossem crianças às quais é preciso impor limites, regras e punições. Estas são as mudanças, feitas pelos Eternos, na própria realidade humana, a fim de impedir que certas catástrofes criadas pelos seres humanos se concretizem, como guerras nucleares, a escravidão, etc. 

Em 'Fringe', é o desequilíbrio entre os Universos (que ainda caminham para o colapso, pois o destino deles está interligado) que tem essa função, ou seja, de impedir que a Humanidade se desenvolva. Por isso é que é necessário restabelecer tal equilíbrio. 

Mas, para mim, o fator que impede o restabelecimento do equilíbrio entre os Universos chama-se (infelizmente...) Walter (no caso, é o 'velho Walter', que reapareceu nesta última temporada), ou melhor, é a Ciência, ou ainda, o uso que se faz do conhecimento científico. 

Afinal, como já vimos, são as idéias e planos de Walter que estão por trás de tudo de catastrófico que aconteceu na série: a guerra entre os Universos, o plano de Bell  - que originalmente era de Walter - de destruir com os dois Universos e criar um novo, etc. 

Assim, quando September diz que 'The Boy Must Live' (e que é o título do próximo episódio), ele está se referindo a Peter, que teria um papel fundamental no restabelecimento do equilíbrio entre os Universos, pois se uniria a Olívia e geraria uma nova Humanidade capaz de viver e de se expandir pelo Multiverso, mas sem abrir mão das emoções e dos sentimentos humanos. 

Porém, agora, nesta 5a. temporada, essa frase de September também pode estar se referindo ao Michael, que foi o primeiro Observer com sentimentos e emoções, empático, e que, muito provavelmente, deu origem a essa linhagem de Observadores liderada por December. E isso ajuda a explicar porque Windmark quer eliminá-lo. 

Além disso, Michael tem um papel importante na luta da Resistência para derrotar Windmark e seu grupo. 

Portanto, ambos os garotos precisam viver, Peter e Michael. Se bem que, no caso de Michael, e como o próprio Windmark já disse, ele 'não é uma criança'. 

Então, a frase de September, que é o título do próximo episódio, pode ser interpretada de várias formas. Mas entendo que o seu Plano Maior ainda é o de restabelecer o equilíbrio entre os Universos. 

E é aí que dar um 'Reset' no tempo poderia ser a solução. 

Como? Voltando no tempo, ao exato instante em que Walternate encontraria a cura para Peter-alt. 

Bastaria September não aparecer no laboratório neste momento para que isso acontecesse. 

Desta forma, Peter-alt seria curado, Walter acabaria criando o portal entre os Universos, o atravessaria (afinal, o seu desejo de saber e de conhecer é ilimitado e ele quer ser como Deus e tudo isso independente da doença de Peter), gerando o desequilíbrio entre os dois Universos, e a degeneração de ambos.

Mas, daí Peter-alt e Olívia acabariam se conhecendo, se unindo e dariam origem a uma nova Humanidade capaz de viver e de se expandir livremente pelo Multiverso. 

Logo, não iria acontecer qualquer guerra entre os Universos (pois eles iriam colaborar entre si) e, assim, teríamos um futuro glorioso para a Humanidade. 

E tudo o que vimos nestas cinco temporadas de 'Fringe' teria sido apenas e tão somente um possível futuro para a Humanidade, uma das realidades que poderemos criar. Mas ela não precisa ser, obrigatoriamente, a única, pois nós temos o poder de modificar esse futuro. Depende apenas de nós. 

Fim.

domingo, 23 de dezembro de 2012

'Fringe' - 5x11 - "The Boy Must Live" (Promo #1; legendas em Espanhol)!

'O Fim da Eternidade': A obra prima de Asimov!

A obra prima de Asimov - por Rafael Reboredo, do blog 'Ambrosia'

O livro clássico de Asimov é uma das principais influência sobre 'Fringe'. 

“O Fim da Eternidade” conta a história de quando o homem tornou-se Deus. Nesta obra, Asimov descreve sua Eternidade como sendo uma entidade cuja responsabilidade converge para a manipulação de acontecimentos no tempo, visando único e exclusivamente a manutenção da raça humana. 


A principal ação para realizar tal objetivo é eliminar acontecimentos infortuitos do curso temporal, modificando a realidade vigente afim de que a estabilidade dos séculos posteriores seja preservada. A Eternidade, que é muito mencionada sobre diversas conotações ao longo da narração, é alheia ao “tempo normal”. 

Todas as modificações impostas pela própria, não lhe acarretam resultados. Para isso, Asimov descreve outro tipo de marcação de tempo corrente, denominado “fisiotempo”. A obra foi publicada em 1955 nos EUA e em 1981 no Brasil, pela editora Hemus. O livro recentemente teve uma re-impressão e sua publicação atual é feita pela editora Aleph.

Andrew Harlan é um Eterno. Os Eternos são funcionários da Eternidade. Eles, dentro de sua singular hierarquia, são responsáveis pelas M.M.N (Mudança Mínima Necessária) e para com os estudos dos mais variados fenômenos dos séculos cuja humanidade ainda vive. Imagine se a viagem no tempo fosse possível. O que você faria para melhor aproveitá-la?


Não seria interessante poder mudar certos acontecimentos que culminaram na morte de milhões de pessoas, ou destruíram belas construções, ou, talvez, eliminaram o conhecimento de toda uma cultura? E se fosse possível fazer com que Hitler nunca tivesse o poder que teve? 

É exatamente isso que os “Setores” da Eternidade fazem. Eles simplesmente exercem o papel… de Deus. Paralelo à isso, Asimov nos faz questionar: Até onde isso é realmente benéfico à humanidade?

“Não há graça na Eternidade dona. Nós trabalhamos! Trabalhamos para esboçar todos os detalhes de todas as épocas, desde o começo da Eternidade até onde a Terra está vazia; e tentamos esboçar todas as infinitas possibilidades de todos os poderia-ter-sido, escolher um poderia-ter-sido que seja melhor do que o que é, decidir onde no Tempo podemos fazer uma minúscula mudança para substituir o é pelo poderia-ser e procurar um novo poderia-ser, para todo o sempre; e é assim que tem sido desde que Vikkor Mallansohn descobriu o Campo Temporal no Século 24, lá no primitivo Século 24, e então foi possível iniciar a Eternidade no Século 27; o misterioso Mallansohn que nenhum homem conhece e que começou a Eternidade, realmente, e o novo poderia-ser, para sempre, para sempre, para sempre e…”

Harlan à Noys, página 72

O narrador observador começa nos contando uma das viagens do Técnico Harlan. Nesta história, as pessoas não se apresentam nativas de lugares, mas sim, de tempos. Harlan é do século 95. 


Para cada século existe um Setor da Eternidade, destinado à Observar e reestruturar a sociedade do presente, caso necessário. Qualquer mudança, mesmo ela sendo mínima, tem grandes resultados. 

Por exemplo: você poderia sabotar o carro de um jovem estudante que pretendia ir à um congresso de ciências, e este, nunca teria descoberto determinada tecnologia. A descoberta da mesma seria atrasada em alguns Séculos e uma guerra atômica seria evitada. Ou é possível inserir algum objeto em determinado local no tempo e modificar todo um pensamento de uma cultura. 

Quando se faz uma mudança na realidade, tudo pode ser modificado. Esta é uma das premissas deste conto de Asimov. Quando enfim acontece esta modificação, as pessoas desta realidade - na grande maioria das vezes - se modificam. Tanto fisicamente, quanto em termos comportamentais e ideológicos. À este novo ser dar-se o nome de “Análogo”.

“Apertou a mão de cada um deles, e Harlan, sério, dedicado, orgulhoso em sua convicção de que os privilégios de ser um Eterno continham seu maior privilégio na suposição de responsabilidade pela felicidade de todos os seres humanos que estavam ou que algum dia estariam ao alcance da Eternidade, estava mergulhado em auto-admiração.”

Página 23

Harlan é um destes Técnicos exemplares. Graduou-se com êxito e sempre cumprira seu trabalho como ditava os manuais. Sempre sendo totalmente profissional, até quando havia desentendimento com um de seus superiores. Isto até conhecer uma das poucas mulheres funcionárias da Eternidade, Noys. 


Conhece-a enquanto ela exercia suas obrigações de secretária para com seu superior, o Computador Finge, enquanto Tempista (Tempistas são pessoas comuns, que vivem as realidades manipuladas pela Eternidade). Ao primeiro momento, Harlan desaprova que uma mulher atraente, que induz pensamentos não concordantes com as normas, possa exercer suas funções em ambiente onde a atenção deve ser precisa. 

Depois, obviamente, ele muda de idéia. Esta mudança de opinião vem quando Finge o designa para a função de Observador no século nativo de Noys. Harlan deve viver então, sob o teto da mulher e colher informações sobre este tempo. É aí que a trama decola, não que antes já não fosse excitante.

Os Eternos são totalmente independentes das M.M.N. Eles nunca sofrem modificações junto aos Tempistas. Tendem à eliminar sua humanidade - logo ao seu recrutamento - à fim de decidirem de forma imparcial nas mudanças de realidade. 


É devido à este fato que nenhum funcionário pode trabalhar nos séculos próximos de seu nascimento. O rigor e a hierarquia são tratados com maestria nesta obra: para se ter uma idéia clara do que falo, os chefes de Setores da Eternidade são denominados Computadores. São humanos como todos os outros, exceto talvez pelo fato de que neles, as próprias características humanas já não sejam observadas, em termos emocionais, naturalmente.

A narrativa nos mostra as mais variadas facetas burocráticas da Eternidade, destrinchando a hierarquia e o amadurecimento de Harlan, passando por diferentes postos até atingir o grau de Técnico. Isso tudo acontece - inicialmente - de forma não cronológica, que para um conto sobre manipulação temporal tem um efeito bem mais interessante e oculta, de certa forma, o transparecer do encaixe proposital nos diferentes acontecimentos descritos neste invólucro do continum.

É importante salientar que “O Fim da Eternidade” não é um conto descritivo. Nele é explorado muito mais as questões filosóficas e éticas da manipulação temporal. A narrativa foca-se nos passos do Técnico Harlan frente à essas missões. Asimov menciona apenas a preferência de determinado tempo à utilizar, por exemplo, vidro e porcelana em mobílias e construções; e em outro Século, a preferência dar-se-á por madeira nativa ou aço. Isto apenas para fins ilustrativos.

Alguns mistérios e teorias são explorados ao longo da narração: Como a incapacidade da Eternidade de modificar a realidade de séculos acima do 70000 - os chamados Séculos Ocultos -, a teoria de que os acontecimentos no tempo se “movem” em círculos, ou seja, acontecem continuadamente (inclusive na introdução, Asimov já menciona tal idéia, muito comum à preceitos da filosofia) , o paradoxo do avô…


Entre muitas outras, que se reveladas aqui, poderão comprometer o entretenimento que a leitura deve proporcionar. Estes argumentos concedem um ritmo característico à trama, que se somado às páginas finais, deixam o leitor ofegante e intrigado para com as últimas e impressionantes revelações.

Asimov rege sua sinfonia de viagens no tempo com admirável maestria. Explora aspectos das narrações distópicas que fizeram grandes obras como “Admirável Mundo Novo” serem sucessos em seu meio. Descreve tudo com uma impressionante clareza de raciocínio, dando a impressão de o próprio leitor ser um viajante do tempo. 


O autor tenta explicar quase à termos científicos, as tecnologias exploradas na trama. São estes pontos que fazem “O Fim da Eternidade” ser o melhor conto de viagens no tempo que já pude experimentar. E este sucesso talvez se dê por sua própria clareza em conceitos, conceitos estes que proporcionaram o mais puro deleite às histórias do maior mestre de ficção-científica que a Eternidade (e a infinidade) teve o prazer de conhecer.

Originalmente publicado em: http://www.ambrosia.com.br/2009/06/15/o-fim-da-eternidade-de-isaac-asimov/